sábado, 3 de agosto de 2013

VALORES QUE PERMANECEM - MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS NA FÉ



Oração Inicial – pg 8
Canto –
PALAVRA DE DEUS – Tb 4, 5b-8, 13-15
     Tobias julgando que ia morrer chama o filho para junto de si e lhe dá as seguintes orientações:
     “Pratica a justiça todos os dias de tua vida e não sigas os caminhos da iniquidade. De fato, se praticares a verdade serás bem sucedido em teus empreendimentos, como o serão todos os que praticam a justiça. Dos teus bens, filho, dás esmola, e não desvies o rosto de nenhum pobre, para que de ti  não se desvie a face de Deus. Segundo o que tiveres, conforme a importância dos teus bens dás a esmola. Se tiveres pouco, não receies dar a esmola desse pouco. Quanto a ti, filho, ama os teus irmãos. Não desprezes em teu coração os teus irmãos e os filhos e as filhas do teu povo, deixando de escolher esposa dentre elas. No desprezo há muita ruína e perturbação e, na frivolidade, decadência e miséria extremas. A frivolidade é mãe da fome. O salário de quem quer que seja, que tenha trabalhado contigo, não fique em tua casa, mas paga-o imediatamente. Assim, o teu salário não diminuirá e, se servires a Deus na verdade, hás de receber a quantia de volta. Sim, toma cuidado, filho, em todos os teus trabalhos, e sê sábio em todas as tuas palavras. Assim, o que não gostas, não o faças a ninguém.”
PARTILHA BÍBLICA
     Depois da leitura da palavra, distribuir, para cada um, uma folha de papel em branco e lápis de cor. Pedir para cada um contornar com o lápis no papel uma das mãos e escrever no centro do desenho da própria mão, um valor que “não abre mão” na educação dos filhos, a exemplo de Tobias. Mostrar o desenho para as pessoas e partilhar em forma de oração a intenção da escolha do valor, e todos, após a prece, podem responder: Fortalecei-nos, Senhor, pelo Evangelho.
REFLEXÃO
Dirigente (Avó) – Todos nós observamos as mudanças e diferenças na educação que recebemos de nossos pais, da educação na família em toda e qualquer tempo e realidade. Principalmente no que se refere à liberdade e às regras que norteiam a educação na família em todo e qualquer momento do desenvolvimento humano.
Leitor 1 – Contudo, já sabemos por experiência que diante das diferentes mudanças, para a felicidade humana permanece atualíssima a prática dos valores humanos e cristãos do amor responsável, da liberdade racional, do respeito mútuo, do valor da fé, do obediência a Deus e ainda, o senso de dever e direito dos pais na educação dos filhos.
Leitor 2 – No século XX e no início do século XXI a autoridade dos adultos, em um período de quatro a cinco décadas, passou de extremamente valorizada à criticada e abandonada. O respeito a práticas, às normas, crenças e atitudes são vistas como desatualizadas e sem utilidade para o relacionamento entre os membros da família, de modo que há um afastamento do conhecimento herdado das gerações anteriores.
Todos – Senhor, ajudai-nos na prática da autoridade modesta e afetuosa em estabelecer limites aos nossos filhos, para que possamos ser referência e manifestação seguras do amor e da verdade cristã.
Leitor 3 – A afetividade também se modificou, caracterizada antes por sentimentos fortes, altamente elaborados, justificados e duradouros, mas contidos por normas severas, desloca-se para a expressão livre, momentânea, sem referência, de estados emotivos exagerados.
Todos – Coração de Jesus, que nos amastes com um Coração humano, concedei-nos que, na busca de amar e sermos amados, desenvolvamos em nós sentimentos maduros e comprometidos com a felicidade de todos.
 Dirigente (Avó) – Observamos igualmente que a exigência e a disciplina, fator número um da educação, que visava levar a pessoa a uma hierarquia de obrigações morais para com a família e a sociedade, deixar aos poucos de existir, dando lugar de destaque ao indivíduo e às buscas individuais.
Todos – Divino Mestre, ensinai-nos que ninguém se basta a si mesmo e que só seremos humanos, de verdade, na convivência com nossos semelhantes, em especial com nossos pais, filhos, esposo(a) e parentes.
Leitor 1 – As regras e as normas que tinham consistência para estabelecer o certo e o errado de maneira geral e imutável, caminhou gradativamente para a ausência de constância no que é permitido e no que é proibido, tanto na família como na sociedade.
Todos – Pai bondoso, como seguidores do Evangelho pedimos que o nosso “sim seja sim” e o nosso “não seja não”, renunciando ao que nos conduz à morte e abraçando tudo o que é digno do cristão.
Leitor 2 – Um fator condicionante foi da comunicação entre os membros da família, pouco utilizada antes, não possibilitando o questionamento do comportamento dos “adultos” abrir-se integralmente e acentuar o valor do ‘dizer sempre tudo’, do ‘expressar’ o que se quer.
Todos – Jesus Cristo, comunicador do Pai, concedei-nos que, na educação permanente respeitemos nossos pais como pais, filhos como filhos e irmãos como irmãos, num verdadeiro diálogo de amor e comprometimento.
Leitor 3 – A participação do pai como figura de autoridade máxima na família, aliada à de grande ausente das tarefas do cotidiano doméstico, transforma-se, também, fazendo dele o amigo, próximo dos filhos, atuante dentro da rotina da casa. O pai assume mais afetivamente e efetivamente as atividades domésticas.
Todos – “Abba, nosso Pai, que nossa família seja um santuário de vida e de amor na prática da partilha com os mais necessitados.
Leitor 1 – Outra constatação é que em nossos dias, os avós muitas vezes assumem – ou são obrigados a assumir – a função dos pais na transmissão e educação da fé. Observa-se “que muitas são as pessoas que devem sua iniciação na fé aos avós. Em muitas famílias, são eles que ensinam as primeiras orações às crianças, e é sempre maior o número de crianças que são levadas para a catequese pelas mãos dos avós. A tarefa educativa dos avós sempre é muito importante, ainda mais quando, por diferentes razões, os pais não são capazes de garantir uma adequada presença junto aos filhos na fase de crescimento” (Bento XVI)
Todos – São Joaquim e Sant’Ana, abençoai os avós.
Dirigente (Avó) – A educação da vida e da fé seguiu o caminho da “desrepressão”, da liberalização do comportamento quanto da própria subjetividade, seja para as gerações mais novas, seja para as mais velhas. Mas, por outro lado, acentuou-se a preocupação com o certo e o errado na educação, gerando uma procura frequente por terceiros (professores, psicólogos e outros profissionais), na tentativa de obter respostas baseadas em um conhecimento técnico-científico, extremamente valorizado, de uma sociedade que preza a relativismo e o individualismo, em detrimento, inclusive, de toda uma sabedoria evangélica.
Todos – Sagrada Família, permita que todo pai e toda mãe reassumam a responsabilidade em apresentar Jesus, os dados essenciais da fé e os valores humanos aos seus próprios filhos.
FALA DO MAGISTÉRIO
(casal de namorados)
     Embora no meio das dificuldades da obra educativa, hoje muitas vezes agravada, os pais devem, com confiança e coragem, formar os filhos para os valores essenciais da vida humana.
     Os filhos devem crescer numa justa liberdade diante dos bens materiais, adaptando um estilo de vida simples e austero, convencidos de que ‘a pessoa vale mais pelo que é do que pelo que tem’.
     Numa sociedade agitada e desagregada por tensões e conflitos em razão do violente choque entre os diversos individualismos e egoísmos, os filhos devem enriquecer-se não só do sentido da verdadeira justiça, que por si só conduz ao respeito pela dignidade pessoal de cada um, mas também e, ainda mais, do sentido do verdadeiro amor, como solicitude sincera e serviço desinteressado para com os outros, em particular os mais pobres e necessitados. A família é a primeira e fundamental escola de sociabilidade: enquanto comunidade de amor, ela encontra no dom de si a lei que a guia e a faz crescer [...]
     A comunhão e a participação quotidianamente vividas na casa, nos momentos de alegria e de dificuldade, representam a mais concreta e eficaz pedagogia para a inserção ativa, responsável e fecunda dos filhos no mais amplo horizonte da sociedade (Familiaris Consortio, n° 37).
MOMENTO DA PARTILHA
1. Partilhar vivências de como era na sua casa de origem e como é agora. Cite os benefícios trazidos para a sua vida.
2. O que pode ser feito para colaborar na educação dos membros de sua família?
3. Que desafios enfrentamos na educação da fé com filhos adolescentes?
FATO DE VIDA (Um casal  recém-casado)
Józef (1900-1944) e Wiktoria Niemczak  Ulma (1912-1944)
     Wiktoria era 12 anos mais jovem que Józef. Eles se casaram em julho de 1935, na Igreja de Santa Dorotéia, em Markowa. Entre eles reinava um verdadeiro amor recíproco e compreensão. Em sete anos de vida conjugal e familiar. Wiktoria deu à luz seis filhos – Stasia, Basia, Wladzio, Franus, Antos e Marysia e só a tragédia da primavera de 1944, a impediu de ter um sétimo filho.
     Na Polônia ocupada pela Alemanha, a perseguição e morte aos hebreus intensificavam-se a cada dia, e se estendiam para aqueles que davam-lhes refúgio.
     Na segunda metade de 1942, a maioria dos judeus de Markowa, um vilarejo na Polônia, foi exterminado. Nesse período a família Ulma manifestou com a própria vida, e, sobretudo com a morte, o amor radical pelo Evangelho quando Józef e Wiktoria acolheram, em sua casa, famílias de hebreus que fugiam do massacre, por isso, no dia 24 de março de 1944, foram mortos por fuzilamento pelas mãos dos nazistas. Primeiro o casal – Wiktoria estava grávida – e depois os seis filhos, junto com outros hebreus da família Szall e Goldman, para as quais os Ulma davam refúgio.
     Sabemos muito pouco sobre a espiritualidade dos Ulmas. No entanto, a comunidade onde eles moravam os consideravam pessoas virtuosas, justas e católicas praticantes. Em agosto de 2003, na Diocese de Przemysl, iniciou-se o processo de beatificação da família Ulma.
     O processo para beatificação da Família Ulma, Servos de Deus, encontra-se no Vaticano.
BÊNÇÃO DE CASAL
(O casal com as mãos dadas, olhando um para o outro, bendiz a Deus)
Esposo – Bendito sejais, Senhor, que me concedestes a graça de receber ........... por minha esposa.
Esposa – Bendito sejais, Senhor, que me concedestes a graça de receber ........... por meu esposo.
Ambos – Bendito sejais, Senhor, porque nos assististes com a Vossa graça nos momentos felizes e nos momentos difíceis da nossa vida. Ajudai-nos, nós Vos pedimos, a conservar fielmente o amor recíproco, para que sejamos testemunhas fiéis da aliança, que contraístes com a humanidade.
Ambos – Fortalecei e santificai, Senhor, o amor dos nossos pais ........... e ............, para que, entregando-se um ao outro pelo sagrado matrimônio, sejam para nós sinal de fidelidade e amor. Que eles progridam sempre na graça do sacramento. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amém.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DESAFIOS CRISTÃOS NA EDUÇÃO DOS FILHOS NA FÉ



Oração Inicial – pg 8
Canto – Olhando a Sagrada Família
Olhando a Sagrada Família, Jesus, Maria e José,/ saibamos fazer a partilha dos gestos de amor e de fé.
1 - Maria, mãe santa e esposa exemplar;/ José, pai zeloso voltado a seu lar;/ Jesus, filho amado em missão de salvar;/ caminhos distintos, num só caminhar.
2 - Maria do sim e do amor doação;/ José, operário a serviço do pão;/ Jesus ocupado com sua missão;/ três vidas distintas, num só coração.
3 - Se todas as mães, em Maria, se acharem;/ e todos os pais, em José se espelharem;/ se todos os filhos, em Cristo se olharem,/ serão mais família, quanto mais se amarem.
Palavra de Deus – Gn 1, 26-28
     Deus disse: “Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os animais selvagens e todos os animais que se movem pelo chão”. Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher Ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem pelo chão”.
COMENTÁRIO BÍBLICO
     Como cristãos acreditamos que o mundo em que habitamos é resultado da ação criadora e amorosa de Deus. Deus é o criador e mantenedor da criação. Os seres humanos – homem e mulher – são criaturas junto com os demais elementos da criação. Todos os seres criados têm dignidade própria.
     Ao homem e à mulher Deus conferiu uma dignidade especial: a de sua imagem e semelhança, que constitui a base de toda antropologia cristã; ser imagem e semelhança de Deus comporta um existir em relação, em referência ao outro eu, porque de fato o ser humano não foi feito para estar sozinho (cf. Mulieris Dignitatis – MD 6 e 7).
     Após ter criado o ser humano, Deus oferta a ele toda sua criação para que esta a sujeite e domine, para cuidar, para zelar de tudo o que Ele criou. O Criador nos deu capacidade e liberdade para escolher o caminho que queremos seguir: capacidade de amar, de conhecer, analisar, gerar e transformar. E aí estaria, talvez, uma das mais verdadeiras tarefas criadoras do ser humano: ser co-criador com Deus, principalmente em promover e defender a vida, cuidando da natureza e não apenas usufruindo dela ao seu bel prazer.
REFLEXÃO
Dirigente (Mãe) – O principal desafio para o qual a família de hoje deve enfrentar na educação cristã dos seus filhos não está na questão da dimensão religiosa, mas na antropológica, ou seja, a maneira, a visão, a concepção e compreensão de quem é o ser humano: Pois existe uma ditadura do relativismo segundo o qual não existe uma verdade única, objetiva, geral para todos sobre quem é o ser humano e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. Essa visão relativista evidencia o individualismo, em que cada um faz o que quer e como quiser. Cada um pra si e Deus para ninguém.
Leitor 1 – O relativismo e o individualismo afirmam também que não existe um Deus comum a todos, cada um cria e se relaciona com seu próprio “Deus”. E tampouco existem verdade única, normas éticas e valores permanentes. Cada um deve acreditar e fazer no que é melhor para si, mesmo na construção da sua própria felicidade. Eu sou a minha própria verdade e caminho.
Todos – Eu creio em Deus Pai e Filho e Espírito Santo.
Leitor 2 – Os juízos sobre os valores morais, quer dizer, sobre o que é bom ou mau e, por isso, sobre o que se deve fazer ou omitir, não podem ser determinados segundo a escolha individual. O ser humano, no mais profundo da sua consciência, descobre a presença de uma lei que ele não ditou a si mesmo, mas que deve obedecer. Esta lei foi escrita por Deus ao seu coração, de modo que, além de aperfeiçoar e realizar-se nela como pessoa, ela sabe que será de acordo com esta lei que Deus o julgará pessoalmente.
Todos – Eu creio em Deus Pai e Filho e Espírito Santo.
Leitor 3 – Diante da realidade relativista, a família tem hoje a inevitável tarefa de transmitir aos seus filhos a verdade sobre quem é a pessoa humana e como esta pode obter a satisfação de suas necessidades. Como já ocorreu nos primeiros séculos da era Cristã, hoje é de capital importância conhecer e compreender a primeira página do Gênesis: existe um Deus pessoal e bom, que criou à sua imagem e semelhança o homem e a mulher com igual dignidade, mas diferentes e complementares entre si, e deu-lhes a missão de gerar filhos, mediante a união indissolúvel de ambos em uma só carne (matrimônio); uma pessoa humana que é essencialmente relação e comunhão.
Todos – Eu sou imagem e semelhança de Deus Uno e Trino. Obrigado, Senhor!
 Dirigente (Mãe) – O ser humano recebeu de Deus incomparável e inalienável dignidade, criado à sua imagem e semelhança e destinado a ser filho adotivo. Cristo, em sua encarnação, nos plenificou a graça de sermos filhos de Deus. Por ter sido criado à imagem de Deus, o ser humano tem a dignidade de pessoa: não é alguma coisa, ou um ser individual de produção e lucro; ele é alguém; uma pessoa humana, querida, desejada e amada por Deus.
Todos – A pessoa humana é capaz de conhecer-se, de dar-se livremente e de entrar em comunhão com outras pessoas. Esta relação com Deus e com outras pessoas pode ser ignorada, relativizada, esquecida ou removida, mas jamais pode ser eliminada, porque faz parte constitutiva do ser humano. Seria o mesmo que eliminar das pessoas o respirar, o alimentar-se e o dormir. “isolar-se é adoecer.”
Dirigente (Mãe) – As consequências da não correspondência ao desígnio de Deus são desastrosas para a pessoa, para a família e para a sociedade. Assim, tenta-se explicar a justificação do aborto como um direito da mulher, a legalização da eutanásia, o controle artificial dos nascimentos, as leis cada vez mais permissivas do divórcio, as relações extraconjugais, as diversas tentativas de equiparar as uniões homoafetivas à família composta de um homem, mulher e seus filhos.
Leitor 1 – A família é a melhor escola para criar relações comunitárias e fraternas, bem como um eficaz recurso frente às atuais tendências relativistas e, por consequência, individualistas. De fato, o amor – que é a alma da família em todas as suas dimensões – só é possível se houver entregar sincera de si mesmo aos outros.
Todos – Amar significa dar e receber o que não se pode comprar nem vender, mas só presentear livremente.
Leitor 2 – Graças ao amor, cada membro da família é reconhecido, aceito e respeitado em sua dignidade. Do amor nascem relações espontâneas, desinteressadas e de solidariedade profunda. Como a experiência comprova, mesmo nas famílias em constante conflito e tensão, a família constrói dia após dia uma rede de relações interpessoais que preparam seus membros para viverem em sociedade no desejo possível de um clima de respeito, justiça e verdadeiro diálogo.
Todos – Amar significa dar e receber o que não se pode comprar nem vender, mas só presentear livre e reciprocamente.
Leitor 3 – Os pais têm autoridade para educar seus filhos com confiança e valentia nos valores humanos e cristãos, começando pelo valor mais importante de todos: a verdade; por consequência a necessidade de procura-la e seguí-la para realizarem sua missão, enquanto guardiões de seus lares. Outros valores, também importantes nos dias de hoje, são o amor à justiça e a educação sexual clara e delicada que leve a uma valorização pessoal do corpo e a superar a mentalidade e a prática que reduz o corpo à objeto de prazer.
Todos – Amar significa dar e receber o que não se pode comprar nem vender, mas só presentear livre e reciprocamente.
Dirigente (Mãe) – A família, em sintonia com a Igreja e, mas em particular, com o Papa, os bispos e os padres colabora para que as pessoas desenvolvam valores fundamentais e imprescindíveis na formação de cidadãos livres, honestos e responsáveis. Esses valores são: a verdade, a justiça, a solidariedade, a partilha, o amor ao próximo, a tolerância.
     Assim, a criança vai incorporando esses valores, adquirindo critérios e atitudes que a ajudará mais adiante em uma outra família mais ampla, que é a sociedade.
Todos – “A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegar a  perfeição que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo.” (Ef 4, 13)
FALA DO MAGISTÉRIO
Pai – A experiência quotidiana nos diz e, todos nós sabemos, que hoje em dia educar para a fé não é uma tarefa fácil. Na realidade, toda obra de educação parece tornar-se cada vez mais árdua e precária. Por este motivo, fala-se de uma grande “emergência educativa”, da dificuldade crescente que se enfrenta ao transmitir às novas gerações os valores-base da existência  e de um justo comportamento, dificuldade esta que se apresenta tanto à escola como à família e, também às outras instituições com finalidades educativas.
Mãe – Podemos acrescentar que se trata de uma emergência inevitável: numa sociedade e numa cultura que muitas vezes faz do relativismo o seu próprio credo. O relativismo tornou-se uma espécie de dogma, numa sociedade semelhante vem a faltar à luz da verdade, aliás, considera-se perigoso falar de verdade, considera-se “autoritário” fazê-lo, e assim termina-se por duvidar da bondade da vida – O ser humano é um bem? É um bem viver? – e da validade dos relacionamentos e dos compromissos que constituem a vida.
Casal – Então, como será possível propor aos mais jovens e transmitir às gerações “algo” válido e verdadeiro sobre as regras da vida? Como dar um significado autêntico e apresentar finalidades convincentes para a existência humana, enquanto pessoas, enquanto comunidade?
Viúva(o) – Por isso, hoje, a educação tende a reduzir-se na transmissão de determinadas habilidades, ou capacidades no fazer. Ao mesmo tempo, o modo de vida hoje propagado pelas esferas sociais influentes estimula as novas gerações a procurarem a felicidade nos objetos de consumo e nas gratificações efêmeras.
Solteiro(a) – Assim, tanto os pais como os professores são facilmente tentados a abdicar das tarefas educativas que lhes são próprias, e a não compreender mais nem sequer o seu papel, e a missão a eles confiada. Não oferecemos aos jovens, às novas gerações, aquilo que temos o dever de lhes comunicar. Nós somos devedores no que se lhes refere, também, dos verdadeiros valores que dão fundamentos à vida.
MOMENTO DA PARTILHA
     1. Partilhar duas ou três frases do texto acima, parte do discurso do Papa Bento XVI.
FATO DE VIDA (Um casal  - bodas de prata)
Jacques e Raissa Oumançoff Maritain
     Raissa (1882-1960) e Jacques (1882-1973), ele nascido na França e ela na Rússia, casaram-se em 1904 e começaram juntos uma aventura de amor e conhecimento, tendo um interesse em comum: a sede pela verdade. Procuravam o sentido da vida e a verdade na filosofia, que os levou a correr o risco de caírem em desespero e na descrença. Mas, graças à leitura  dos místicos, eles entenderam que, o que se sabe de Deus, não é nada comparado àquilo que não se sabe sobre Ele.
     Dois jovens intelectuais convertidos, ela do hebraísmo, pela contemplação da beleza da criação de Deus e pela leitura da historia da cultura e do cristianismo. E Jacques do protestantismo, pela leitura dos escritos de São Tomás. Ambos descobrindo o caminho da fé, com a única meta de santificar seu casamento. E, como consequência, no dia 11 de julho de 1910 foram batizados e no ano de 1912, Jacques e Raissa foram recebidos como oblatos leigos da ordem beneditina.
     Jacques e Raissa, apesar de serem diferentes, os dois sabiam discernir a voz do Espírito que silenciosamente levou-os a unir suas vidas, para nutrir seus talentos, oferecendo-lhes o dom da vida familiar. Ambos procuravam nos acontecimentos cotidianos um recurso para preservar e alimentar a união conjugal, resgatando nos acontecimentos diários uma fonte de alegria, eles acreditavam que para construir “a casa sobre a rocha” o amor deveria voar alto, desde que, olhassem constantemente na mesma direção.
     Após a morte de Raissa, em 04 de novembro de 1960, Jacques Maritain retirou-se para Toulose-França, para a Fraternidade dos irmãozinhos de Foucauld, onde faz seu noviciado aos 88 anos. Morreu em 28 de abril de 1973, com 90 anos. E morreu como quis, em um contexto de oração, de silêncio, de contemplação.
BÊNÇÃO DOS FILHOS
(Os pais colocam as mãos na cabeça dos(as) fihos(as) e rezam em voz alta)
     Ó Deus de bondade, fonte de todos os bens, nós Vos bendizemos e Vos damos graças, pois quisestes alegrar com o dom dos filhos a união do nosso amor. Concedei, nós Vos pedimos, que estes membros jovens da família, nossos filhos ......., encontrem seu caminho na sociedade familiar, onde possam desenvolver as melhores aspirações e chegar um dia, com a Vossa ajuda, à meta final por Vós estabelecida, Por Cristo nosso Senhor. Amém.
(Os pais com o dedo polegar traçam o sinal da cruz na testa dos(as) filhos(as) e lhes dão um beijo e abraço)

Sagrada Família  (Pe. Robson de Oliveira)
Dos presentes que o Senhor já te deu/ Tua família és/ Um dos mais importantes tesouros/ Plano do amor de Deus/ E por mais que difícil estiver/ Nem penses em desistir/ Não abandones a tua família precisa de ti. (bis)
Crê na força do amor que tudo pode mudar/ Ama tua família, o amor vencerá/ Como foi feliz a santa família de Nazaré/ A tua também será se tiveres fé.
Jesus, Maria, José/ Minha família vossa é. (4 x)
Abençoai a minha casa/ Cuida bem dela pra mim/ Vou amar minha família ate o fim. (bis)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

FORMAÇÃO PARA NOIVOS - AGOSTO 2013

     Hoje a noite aconteceu no convento são Sebastião, formação para noivos, com as seguintes palestras: PLANO DE DEUS e SEXUALIDADE NO MATRIMÔNIO.


 Agente Pastoral Borges com a palestra "Plano de Deus"
     Na noite de 6ª feira, a sequência da formação de noivos, com a palestra "Paternidade responsável" e o "Sacramento do Matrimônio", com o Frei Cícero.
 
Pr0fessor José Bem com a palestra "Paternidade Responsável"

PAI E MÃE, PRIMEIROS E AUTÊNTICOS TRANSMISSORES DA FÉ



Oração Inicial –
Canto – Olhando a Sagrada Família, Jesus, Maria e José,/ saibamos fazer a partilha dos gestos de amor e de fé.
Maria, mãe santa e esposa exemplar;/  José, pai zeloso voltado a seu lar;/ Jesus, filho amado em missão de salvar;/ caminhos distintos, num só caminhar.
Maria do sim e do amor doação;/ José, operário a serviço do pão;/ Jesus ocupado com sua missão;/ três vidas distintas, num só coração.
Se todas as mães, em Maria, se acharem;/ e todos os pais, em José se espelharem;/ se todos os filhos, em Cristo se olharem,/ serão mais família, quanto mais se amarem.

Palavra de Deus – At 16, 29-34
     Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. Conduzindo-os para fora, perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?” Paulo e Silas responderam: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, como também todos os de tua casa”. Então, Paulo e Silas anunciaram a palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua casa. Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para  lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado, junto com todos os seus familiares. Depois, fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e, com toda a casa, fizeram festa porque passaram a crer em Deus.
COMENTÁRIO BÍBLICO
     São Lucas descreve com vivacidade e euforia a libertação de Paulo e Silas da prisão (cf. At, 16, 26-28). O terremoto é teofania, manifestação da divindade em ação libertando os presos e oprimidos. Porém, o que São Lucas quer realmente ressaltar é o efeito que a abertura das portas da prisão produz: a conversão, a libertação da família do carcereiro.
     A primeira reação do carcereiro é ainda de um pagão diante de um prodígio: o respeito e a escuta desses homens que devem estar protegidos por uma divindade que quer, através deles, transmitir-me uma mensagem. No entanto, a pergunta “... que devo fazer para ser salvo?” vai possibilitar toda a transformação. Depois de ouvir Paulo e Silas, o carcereiro crê e inicia-se todo um processo que revela a conversão: leva Paulo e Silas para sua casa, lava as feridas causadas pelos açoites, é batizado bem como toda a família, e ainda festeja com um banquete este acontecimento.
     Podemos dizer que aqui se abriram não apenas as portas da prisão, mas várias outras: a porta da consciência, a porta do coração, a porta do perdão e reconciliação, a porta da casa (que para São Lucas é onde acontece a salvação), a porta da despensa e outras. Onde permitimos que Deus atue, a salvação acontece!
REFLEXÃO
Dirigente (Pai) – Para a realização e salvação da pessoa humana, Deus deseja que todos os seres humanos conheçam e assumam o seu plano de amor, revelado e realizado em Cristo (cf 1Tm 1, 15-16). Pois, tendo Ele falado de muitas formas aos nossos pais (cf Hb 1,1; todo o AT), nos falou de modo pleno e definitivo em e por Jesus Cristo (cf Hb 1, 2-4) Verbo Encarnado, especialmente pelo mistério pascal de sua morte, ressurreição, ascensão e glorificação.
Todos – Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos.
Leitor 1 – Em Jesus Cristo a revelação do mistério de Deus foi perfeita e definitiva. Porque só Ele é o Caminho que orienta e conduz o dia a dia de nossa vida e família, a Verdade que nos liberta dos erros e contradições nas decisões e opções. Jesus é a Vida plena e abundante que satisfaz o ser humano em todos os seus desejos e necessidades (Jo 14,6).
Todos – Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos.
Leitor 2 – Este feliz anúncio foi entregue à Igreja (cf. Mt 28,19), que é assistida sempre pelo Espírito Santo para levar, de modo verdadeiro e perfeito, a salvação de Deus a todas as pessoas de todos os tempos e culturas. Os Apóstolos assim o entenderam e realizaram (cf. At 1-5) a Igreja, povo de Deus, não deixou, nem nunca deixará, de anunciar e proporcionar meios e recursos para que o anúncio do Evangelho se realize, sobretudo pelo ministério do Papa e dos Bispos, como principais responsáveis. Desta responsabilidade participam também todos os fiéis cristãos, em especial os membros da família, em virtude da missão profética que receberam de Cristo no batismo.
Todos – Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos.
 Leitor 3 – A família cristã, Igreja doméstica – pai, mãe e filhos – participa desta missão. Enquanto a família é fonte de vida, ela é também a primeira e principal responsável pela transmissão do mistério do Deus Salvador aos filhos. A família é o lugar adequado e por excelência para o testemunho da fé e dos valores humanos/cristãos, devido à sua capacidade e autoridade profética de viver os valores fundamentais da vida cristã. Assim, os pais são para seus filhos os autênticos primeiros anunciadores de sua fé.
Todos – Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos.
Dirigente (Pai) – É preciso e urgente que a família, em especial os pais, assuma e renove todo dia sua missão de ser, por excelência, o primeiro e principal lugar para a educação da fé. O apostolado missionário dos pais se realiza, principalmente, em sua própria família, pois seria uma desordem e um contra testemunho pretender evangelizar a outros, descuidando da evangelização dos da própria “casa”. Os pais transmitem a fé aos seus filhos com o testemunho de sua vida e com sua palavra.
Todos – Que o Senhor se lembre de nós e nos abençoe: abençoe a casa de Israel, abençoe a casa de Abraão, abençoe a minha casa.
Leitor 1 – A transmissão da fé não se realiza por uma lista de regras, mas pelo relato de um acontecimento vivido pela família como salvação, na qual os pais fazem experiência do amor de Deus e a comunicam aos filhos pelo próprio testemunho de vida.
Todos – Que o Senhor abençoe os que o temem, pequenos e grandes.
Leitor 2 – Na transmissão da fé a seus filhos, os pais não são autossuficientes, nem autônomos. Eles necessitam estar em estreita relação com a Paróquia e a Escola – sobretudo se é católica -, que seus filhos frequentam. A vivência em uma Igreja vigorosa e evangelizadora é para a família a instituição básica para transmitir a fé.
Todos – Que o Senhor nos torne fecundos, a nós e a nossos filhos.
Leitor 3 – O núcleo central da educação na fé é a experiência vibrante de Jesus Cristo e seu Evangelho, aprende-se na família através dos pais. Em íntima conexão com este núcleo se encontram as outras verdades contidas no Credo dos Apóstolos, nos sacramentos e nos “Dez mandamentos”, nas virtudes humanas e cristãs que fazem parte da educação integral da fé.
Todos – Que o Senhor nos abençoe, Ele que fez o céu e a terra.
Dirigente (Pai) – O Catecismo da Igreja Católica (cf. 2221-2225) quando se refere ao quarto mandamento, nos ensina que os pais são os primeiros e autênticos responsáveis pela educação dos filhos. Testemunham esta responsabilidade, primeiro pela criação dum lar onde estão presentes a ternura, as regras, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado ...
Filha – Os pais têm a grande responsabilidade de dar bons exemplos aos filhos, e, se preciso, reconhecer diante deles os próprios defeitos, que os ajudará a serem mais capazes de os guiar e corrigir ...
Filho – Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem inicia-los nos mistérios da fé, pois são os ‘primeiros arautos’ do Evangelho. Hão de incorporá-los, desde o seu nascimento, à vida da Igreja.
Todos – Viver na fé, na convivência em família, alimenta as boas disposições afetivas, que permanecerão durante toda a vida daquelas pessoas, como autêntico transmissores e esteio de uma fé viva.
FALA DO MAGISTÉRIO
Filho – Os pais, que transmitem a vida aos filhos, têm obrigação de educar os filhos e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. Esta função educativa não pode ser exercida por mais ninguém, a não ser eles próprios.
Filha – Com efeito, é dever dos pais propiciarem um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade.
Comentarista – Mas, é sobretudo na família cristã, ornada da graça e do dever assumido no sacramento do matrimônio, que devem ser ensinados aos filhos desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Batismo, a conhecer e amar a Deus e a amar o próximo; é aí que os filhos encontram a primeira experiência quer da sã sociedade humana, quer da Igreja; é pela família, enfim, que eles são pouco a pouco introduzidos no consórcio civil dos homens e no Povo de Deus. Conscientizem-se, portanto, os pais da importância da família verdadeiramente cristã na vida e no progresso do próprio Povo de Deus.
FATO DE VIDA (Um casal de namorados)
Beatos Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi
     Luigi Beltrame (1880-1951) e Maria Corsini (1884-1965) nasceram e se casaram (1905) na Itália. Ele era advogado e ela era professora e escritora, apaixonada pela música. O casal teve quatro filhos; três seguiram a vida religiosa, e a quarta filha, que nasceu como fruto da decisão heroica do casal, que recusou a proposta de aborto do ginecologista.
     A vida desse casal é um exemplo de santidade. Para eles a fidelidade ao Evangelho e a heroicidade das virtudes foram relevantes a partir da sua existência como cônjuges e como pais. No dia da beatificação do casal (2001), o Beato João Paulo II falou sobre a vida comum do dia a dia de Luigi e Maria vivida de forma extraordinária.
     “Luigi e Maria viveram à luz do Evangelho e com grande intensidade humana, o amor conjugal e o serviço à vida. Assumiram com responsabilidade total a tarefa de colaborar com Deus  na procriação, dedicando-se generosamente aos filhos a fim de os educar, guiar e orientar na descoberta dos seus desígnios de amor. Deste terreno espiritual tão fértil surgiram vocações para o sacerdócio e para a vida consagrada, que demonstram como o matrimônio e a virgindade, a partir do comum enraizamento no amor esponsal do Senhor, estão intimamente relacionados e se iluminam reciprocamente. Foram cristãos convictos, coerentes e fiéis ao seu próprio batismo; foram pessoas cheias de esperança, que souberam dar o justo significado às realidades terrenas, tendo os olhos e o coração postos sempre na eternidade. Fizeram da sua família uma autêntica igreja doméstica, aberta à vida, à oração, ao testemunho do Evangelho, ao apostolado social, à solidariedade com os pobres, à amizade.”
MOMENTO DA PARTILHA
     1. Os membros da família cristã/católica, em especial os pais e avós, compreendem a missão de que a família é a primeira e principal transmissora da fé;
     2. Como os pais podem estar mais presentes e unidos na Paróquia, Escola e em outras instituições que colaboram com a educação dos filhos?
     3. Quais são as facilidades e dificuldades dos pais na transmissão da fé para os seus filhos?
BÊNÇÃO DA CASA
Dirigente – Favorecei, Pai da Bondade, os Vossos filhos que pedem com humildade Vossa bênção sobre esta casa; sede refúgio para os que aqui moram, companheiros dos que saem, hóspede com os que entram, até o dia de terem, todos, feliz acolhimento no céu.
     Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos – Amém.