sexta-feira, 4 de julho de 2014

2º Encontro - A PRÁTICA ESPIRITUAL DO CASAL/FAMÍLIA: COMUNHÃO E FIDELIDADE - HF 2014



Oração Inicial
Acolhida
AIniciamos o nosso encontro acolhendo-nos uns aos outros, desejando um abençoado encontro na paz de Nosso Senhor, renovando nosso amor pela família, e agradecemos a Deus pela vida conjugal dos casais de nossa Comunidade, cantando: (Oração pela Família – Pe. Zezinho)
Que nenhuma família comece em qualquer de repente/ Que nenhuma família termine por falta de amor/ Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente/ E que nada no mundo separe um casal sonhador

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte/ Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois/ Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte/ Que eles vivam do ontem, no hoje em função de um depois

Que a família comece e termine sabendo onde vai/ E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai/ Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor/ E que os filhos conheçam a força que brota do amor

Abençoa Senhor as famílias, AMÉM!/ Abençoa Senhor, a minha também!(bis)

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida/ Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão/ Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida/ Que a família celebre a partilha do abraço e do pão

Que marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos/ Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois/ Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho/ Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois.

Que a família comece e termine sabendo onde vai/ E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai/ Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor/ E que os filhos conheçam a força que brota do amor

Abençoa Senhor as famílias, AMÉM!/ Abençoa Senhor, a minha também! (bis)

Abençoa Senhor, a minha também!
MEMÓRIA
A – Dois casais podem dar testemunho sobre sua experiência espiritual como casal/família. (sugestão: um recém casado e outro com 25 anos ou mais de matrimônio)
Deus nos fala – Tb 8, 4b-5.8
      Tobias levantou-se e disse a Sara: “Levante-se minha irmã! Vamos rezar e suplicar ao Senhor que nos conceda misericórdia e salvação”. Então ela se levantou, e os dois começaram a rezar, pedindo que Deus  os protegesse, e os dois disseram juntos: Amém! Amém!
Refletir a Palavra
     Tobias chamou Sara para rezar, ela levantou-se e os dois rezaram, Ambos, com o Amém, manifestaram disposição para iniciar a caminhada e casal que confia no Senhor que os uniu, por isso, bendizeram a Deus por tudo o que Senhor realizou na vida deles. Apresentaram a reta intenção de formar uma família conforme o desígnio de Deus, reconheceram a fragilidade própria do humano suplicaram misericórdia para os dois e, ainda, pediram uma vida longa juntos. Naquela noite de casados, eles reservaram um tempo dos afazeres e necessidades para juntos rezarem. Assim, iniciaram uma vida de oração em comunhão esponsal e de escuta da vontade de Deus. Eles escolheram ter uma vida espiritual em sua família. Colocaram a vida conjugal nas mãos do Senhor e iniciaram uma trajetória familiar segundo o querer de Deus, através de uma caminhada espiritual. Hoje o casal Tobias e Sara tem um rosto. O rosto dos casais da nossa comunidade paroquial.
A Igreja nos ensina
AO centro e síntese da espiritualidade cristã é a pessoa de Jesus Cristo, Deus feito ser humano, por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Cada um de nós cristãos, somos convidados a nos unirmos a Cristo e a Ele nos configurarmos. Porque Ele:
Leitor 1 – manifestou-nos o Pai em sua pessoa e pregação;
Leitor 2 – deu-nos um mandamento novo de nos amarmos uns aos outros, como Ele nos amou;
Leitor 1 – ensinou-nos o caminho das bem-aventuranças: ser pobres em espírito e mansos, tolerar as dores com paciência, ter sede de justiça, ser misericordiosos, puros de coração, pacíficos, sofrer perseguição pela justiça;
Leitor 2 – por amor padeceu sob Pôncio Pilatos. Morreu por nós como Cordeiro inocente que tira o pecado do mundo;
Leitor 1 – foi sepultado e ressuscitou por seu próprio poder, e por sua ressurreição nos levou à participação na vida divina;
Leitor 2 – subiu ao Céu, de onde virá de novo, com glória, para julgar os vivos e os mortos, cada um segundo seus méritos, e seu Reino não terá fim.
Todos – A Ele louvor e glória para sempre.
Homens – Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, é o centro do universo, da história e da vida de todos os seres humanos e nosso único Salvador. Neste sentido, pode-se dizer que existe uma única espiritualidade cristã em diversas formas para a pessoa batizada. No caso da família, em Cristo encontramos o programa espiritual da família cristã como “Igreja doméstica”.
Todos – Jesus ensina-nos a rezar como o Senhor rezou.
Mulheres – Em consequência, não precisamos inventar um novo programa de espiritualidade cristã. O programa e os recursos já nos são dados desde do nosso batismo. São os de sempre, recolhidos pelo Evangelho e pela tradição viva e centrada em Cristo.
Todos – Jesus, ensina meus parentes e amigos rezarem como o Senhor rezou.
Homens – O conteúdo da espiritualidade cristã não muda ao se modificarem os tempos e as culturas, ainda que se tenha em conta as diversas formas de espiritualidade, de acordo com as necessidades de cada época e cultura.
Todos – Jesus, ensina os mais sofridos e pobres a rezarem como o Senhor rezou.
A – A partir de Jesus Cristo, o casal/a família que se exercita na vida espiritual, fazendo o que Ele fez, obtém inúmeros e preciosos recursos para fortalecer os relacionamentos dos seus membros tais como tolerância, tempo para estar com outro olhar de fé nos acontecimentos diários. Assim são capazes, pela graça de Deus, de viver santamente o cotidiano das relações familiares e depois plenamente na eternidade.
Todos – Eu e minha família queremos rezar como Jesus rezou.
Homens – Santidade, porque encarna e orienta a vida familiar pelo Evangelho. A prática espiritual dos membros da família, em especial do casal, orienta e guia a forma como vivem, como dialogam, educam os filhos, tratam as pessoas do convívio familiar, profissional e também os desconhecidos ou os necessitados. O casal/a família que cuida do espiritual em sua casa consegue integrar toda a trajetória de vida voltada para Deus, para procurar, a cada dia, fazer a vontade de Deus em suas vidas.
Todos – Jesus, ensina a minha Comunidade Paroquial a rezar como o Senhor rezou.
Mulheres – A espiritualidade na família faz com que todos vivam felizes e possam enfrentar com dignidade as dificuldades da vida com segurança e com confiança em Deus pois, pela graça do matrimônio, os membros da família reconhecem e celebram, mais perfeitamente, a presença de Deus em cada acontecimento. Através dos exercícios das práticas espirituais da confiança, fidelidade e amor em Deus, nós vimos, ouvimos e experimentamos: Deus está conosco!
Todos – Jesus, ensina os meus vizinhos a rezarem como o Senhor rezou.
Homens – Esposa, esposo e filhos, praticantes de espiritualidade intensa pela oração mística, contemplação e celebração, são capazes de amar sem limites, numa reciprocidades de dons, porque são alimentados pelo amor de Deus que os impulsiona a uma doação mútua e total. São capazes de se comprometerem um com o outro, até os limites de suas existências, porque é na liberdade do amor que encontram os meios para a vida de doação.
Todos – Jesus, ensina nossos doentes a rezarem como o Senhor rezou.
Mulheres – Outro meio da prática da espiritualidade conjugal e familiar é o diálogo cristão, fundado no querer de Deus, em Jesus, pela força do Espírito que compartilha sentimentos, preocupações, esperanças e a própria vivência espiritual, em que um fala e o outro escuta. Um diálogo que leva a oração, porque, nela, eles vão escutar a Deus e sua vontade, para conduzir suas vidas.
Todos – Jesus, ensina nossos governantes a rezarem como o Senhor rezou.
A – Rezar é uma das autênticas e profundas formas de espiritualidade. Por isso, peçamos sempre Jesus, ensina-nos a rezar como o Senhor rezou (Lc 11,1). Pai Nosso ...
Prática espiritual em casa – Diálogo Espiritual Conjugal (familiar)
A – Seria bom que o casal (membros da família) com o propósito de oração pessoal em comunhão, pudesse ter uma conversa ao mês, buscando uma data rotineira que favoreça um encontro, escolhendo um ambiente tranquilo e com/sem a presença dos filhos e alguns instrumentos à disposição como: a Bíblia, o terço, um livro espiritual e outros. O bom seria que no quarto do casal ou na casa tenha-se um pequeno santuário, uma capelinha, e ali, no Santuário da família, fazer a oração.
     De mãos dadas, o casal (membros da família) para iniciar a oração, invoca o Espírito Santo para auxiliá-los, deixando que o Espírito os inspire ao diálogo espiritual, numa conversa franca, em igual oportunidade.
     Esposo e esposa (membros da família) são convidados a começar o diálogo recordando um fato de sua história, uma lembrança, um acontecimento do mês e outros, como, por exemplo: o momento em que se conheceram; o namoro; o que os fez perceber que queriam ficar juntos, destacar alguns desafios enfrentados pelo casal/família naquele mês; uma memória orante.
     Como uma conversa puxa outra, podem concluir que algumas coisas precisam ser melhoradas, e daí definir alguns propósitos para alcançarem essas melhoras necessárias a uma vida mais feliz, a cada dia, para o casal e a família.
     Para marcar os propósitos feitos, o casal (membros da família) é chamado a escrever o que definiu como pontos a serem melhorados e guardem o papel escrito para o próximo encontro. Para encerrar façam uma oração de agradecimento, ou mesmo, rezem as orações tradicionais como o Pai Nosso e a Ave Maria.
O MAGISTÉRIO NOS ORIENTA
     O primeiro âmbito da cidade dos homens, iluminados pela fé, é a família, penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimônio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus. Nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges de  podem unir numa só carne (Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, como manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre esse amor, homem e mulher podem prometer amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre e possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada (Lumen Fidei 52). “A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade”(LF 53).
SANTIDADE EM FAMÍLIA
Pedro Moncau Júnior (1899-1982) e Nancy Cajado (1909-2006)
     Pedro Moncau Júnior e Nancy Cajado conheceram-se no dia 07 de setembro do ano de 1931, e casaram-se em 27 de junho de 1936. O casal Pedro e Nancy procurou viver a sua conjugalidade na busca fiel e verdadeira dos valores cristãos. Pedro, médico, entrou para a conferência Vicentina e para a congregação Mariana aos 18 anos, dedicando-se no atendimento aos pobres. Nancy, catequista, pertencia à Ação Católica. O casal teve seis filhos, sendo que o segundo filho morreu aos 16 anos de idade. Foi um casal que buscou na vida espiritual algo que os ajudassem na educação dos filhos e os inspirassem a buscar Deus. Um casal que, efetivamente, procurou viver a vontade de Deus, para eles e a sua família. Não tinham nada de especial, apenas, faziam de sua família um constante desafio especial de santidade, pelo exercício da espiritualidade crista. No final da década de 1940, o casal encontra, nas Equipes de Nossa Senhora, uma espiritualidade voltada para o crescimento nas virtudes domésticas, e meios para um crescimento espiritual juntos. A partir dessa experiência de santidade conjugal, resolveram em contato com Pe. Caffarel, em maio de 1950, propagar aquilo que viviam para o Brasil.
PARTILHAR
     1. Você estaria disposto com a(o) sua(seu) esposo(a) a experimentar a oração conjugal/familiar a partir, quem sabe, de hoje, antes de dormir?
     2. Seria possível pensar numa conversa reservada, só o casal(família), num ambiente acolhedor, para falarem de suas conquistas de casal cristão (família cristã)?
ORAÇÃO
Trindade Santa, amar a família significa: saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre; descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los; empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Ó Deus Trino, ajuda-nos, em meio às crescentes dificuldades, dar às nossas famílias razões de confiança nas riquezas próprias que advêm da natureza e da graça, na missão que Deus lhes confiou. Sagrada Família, conceda às famílias do nosso tempo altura e seguimento fiel ao nosso amado Jesus. Amém!

terça-feira, 1 de julho de 2014

1º Encontro - A ESPIRITUALIDADE CRISTÃ NA FAMÍLIA - HF 2014



Oração Inicial
CantoOlhando a Sagrada Família, Jesus, Maria e José,/ saibamos fazer a partilha dos gestos de amor e de fé.
Maria, mãe santa e esposa exemplar;/  José, pai zeloso voltado a seu lar;/ Jesus, filho amado em missão de salvar;/ caminhos distintos, num só caminhar.
Maria do sim e do amor doação;/ José, operário a serviço do pão;/ Jesus ocupado com sua missão;/ três vidas distintas, num só coração.
Se todas as mães, em Maria, se acharem;/ e todos os pais, em José se espelharem;/ se todos os filhos, em Cristo se olharem,/ serão mais família, quanto mais se amarem.

Acolhida
ASejam bem-vindos ao nosso 1º encontro de família. Podemos nos apresentar dizendo alguns dados pessoais e familiares. (nome, família, onde mora, por que veio ao encontro, o que espera desse momento...)
 - A cada apresentação vamos cantar (rezar): Seja bem-vindo(a), bem-vindo(a) seja!
MEMÓRIA
A – Cada membro da família ou do grupo poderá levar a sua Bíblia e contar para as outras pessoas como faz uso dela em sua casa, e com qual personagem bíblico se identifica mais. (depois que todos falarem, rezar: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...)
Deus nos fala – Jo 2, 1-2
     No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava lá. Jesus também tinha sido convidado para essa festa de casamento, junto com seus discípulos.
Refletir a Palavra
     Nesse trecho do evangelho está prefigurada a família cristã, assistida por Cristo, através da intercessão de Maria, na presença dos apóstolos. As Bodas de Caná expressa o desígnio de Deus, agora plenificada, sobre a família já presente em toda a história do povo de Deus. O centro das Bodas de Caná é Jesus, o convidado. O Esposo nupcial vem pessoalmente ao encontro e perpetua sua presença na celebração de cada matrimônio, multiplica a alegria e revela uma nova aliança de amor. É, precisamente, a verdade escondida e preciosa do sacramento: não um simples rito, uma bela cerimônia, uma bênção qualquer, mas sim um encontro vivo de pessoas. O sacramento tem um nome e um rosto: o nome e o rosto de Jesus, Esposo da sua Igreja.
A Igreja nos ensina
ANeste ano de 2014 através da espiritualidade cristã na família damos continuidade aos nossos propósitos de evangelizar, em especial na Semana Nacional da Família, centrados em anunciar e evidenciar a família como lugar privilegiado e adequado para o ser humano ser feliz.
Leitor 1 – Como vimos no de 2013, a família é o espaço propício para que os pais desempenhem a tarefa própria, insubstituível e irrenunciável da transmissão e educação da fé aos filhos. Tarefa essa que se expressa de maneira fecunda e própria, quando existe na família a prática da espiritualidade cristã, que é o esforço diário de unir a vida e a fé, e de procurar estar sempre na presença de Deus “como dom e dever sacerdotal”. Comunhão entre o que creio, o que vivo e o que celebro.
Todos – Senhor nosso, como é poderoso o Teu nome em toda a terra! Exaltaste a Tua majestade acima do céu. (Sl 8,2)
Pai – A espiritualidade cristã não começou conosco. Ela tem uma raiz, um a linguagem autêntica; experiências vivas e dinâmicas de Deus, realizadas por pessoas concretas que buscaram viver a Palavra na história, num tempo e cultura bem precisos. Somos herdeiros da espiritualidade do povo da Bíblia que tinha a convicção de que Deus estava com ele nos diversos acontecimentos da sua história.
Todos – Da boca de crianças e bebês tiraste um louvor contra os Teus adversários, para reprimir o inimigo. (Sl 8,3)
Pai – No Antigo Testamento, o povo de Israel fazia experiência da espiritualidade na família, através da comunhão entre si na presença e escuta do Deus que o orientava, conduzia e acompanhava em todos os acontecimentos: trabalho, colheitas, conquistas, exílio, lutas, decepções e alegrias.
Todos – O que somos nós, para Te lembrares de nós? O ser humano, para que o visites? (Sl 8,5)
Mãe – Assim foi com a família de Abraão, que obedeceu a ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia. Foi pela obediência que eles residiram como estrangeiros na terra prometida, fidedignos ao Autor da promessa. (Hb 11, 1-2. 8-12)
Todos – Tu nos fizeste pouco menos do que um deus, e nos coroaste de glória e esplendor. (Sl 8,6)
Pai – Foi pela intercessão de Moisés que o povo foi salvo do poder do faraó, como foi através de José do Egito, de Rute, de Ester e de tantas outras famílias bíblicas que, pela confiança e intimidade com Deus, nos deixaram uma herança espiritual. Eles nos ensinaram a “ler” nas realidades cotidianas os grandes sinais da presença do Senhor Deus.
Todos – Tu nos fizeste reinar sobre as obras de Tuas mãos, e sob os nossos pés tudo colocaste. (Sl 8,7)
Mãe – Pelos salmos, escola de oração, e outros livros de linguagem poética, o povo de Deus encarregou-se de proclamar e cantar as maravilhas Daquele que os libertou e fez com eles uma aliança de amor, em meio aos sofrimentos e alegrias. Assim, as angústias, arrependimentos e súplicas, denúncias e protestos, gratidão, louvores e esperanças do povo, tornaram-se matérias–prima de espiritualidade.
Todos – Senhor nosso, como é poderoso o Teu nome em toda a terra! (Sl 8,10)
Pais – Mas é no Novo Testamento de maneira plena e perfeita que a espiritualidade tem sentido e razão. Pois a espiritualidade cristã não se limita a escuta e obediência a Deus, mas assume o caráter de encarnação.
Todos – Louvem ao Senhor, nações todas, e o glorifiquem todos os povos! (Sl 117,1)
Pai – Encarnar o Evangelho de Jesus Cristo na nossa realidade familiar cotidiana é a garantia de que estamos no rumo certo em termos de espiritualidade. A Encarnação de Jesus, de fato, e o modelo de espiritualidade que permite à família ser Igreja doméstica, lugar do encontro e da relação entre Deus e os filhos amados.
Todos – Pois o Teu amor por nós é firme, e tua fidelidade é para sempre! Aleluia! (Sl 117,2)
Mãe – A espiritualidade cristã é um caminho estreitamente ligado à vida concreta, em especial aos desafios que vive o povo brasileiro, onde o fiel evangelizador é chamado a viver a cada dia a espiritualidade cristã, e a deixar-se conduzir pelo mesmo Espírito que animou Jesus e O levou a encarnar-se na realidade humana e a assumir o risco da história.
A – A espiritualidade cristã, como a fé cristã, fundadas na Trindade, nasce e cresce, sobretudo, mediante o encontro com a Palavra na escuta e leitura do Evangelho, pela participação na vida da Igreja, sobretudo na Eucaristia dominical, pela relação pessoal e íntima com Jesus, como na oração pessoal, no lar e na comunidade, e, por consequências, no fraterno serviço aos pobres e necessitados.
Prática espiritual em casa – Leitura orante
- Para a leitura orante da Bíblia, o casal/a família deve criar um ambiente acolhedor e silencioso, e depois escolher um texto bíblico. (trecho do Evangelho, sugerido pela Liturgia diária, por exemplo)
. Ler lentamente e atentamente o texto escolhido;
. Reler o texto procurando entender o que ele “diz” em si;
. Tentar relembrar o que o texto “falou” e o que quer “falar” ao casal/família. E o que Deus quer lhes dizer?
. Permanecer alguns minutos em oração silenciosa, procurando responder ao que Deus “falou” para os dois/a família. E, depois todos podem fazer propostas de assumir na vida a Palavra meditada.
O MAGISTÉRIO NOS ORIENTA
     A beleza da mensagem bíblica sobre a família tem a sua raiz na criação do homem e da mulher, ambos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 24-31; 2, 4b-25). Ligados por um vínculo sacramental indissolúvel, os esposos vivem a beleza do amor, da paternidade, da maternidade e da dignidade suprema de participar deste modo na obra criadora de Deus. No dom do fruto da sua união, eles assumem a responsabilidade do crescimento e da educação de outras pessoas, para o futuro do gênero humano. Através da procriação, o homem e a mulher realizam, na fé, a vocação de ser colaboradores de Deus na preservação da criação e no desenvolvimento da família humana.
     O beato João Paulo II comentou este aspecto na Familiaris Consortio: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança” (Gn 1, 26s): chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus é amor (1Jo 4,8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-o à sua imagem e conservando-o continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão (Gaudim et Spes 12). O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação de cada ser humano (FC 11)
SANTIDADE EM FAMÍLIA
Karol Wojtyla (1879-1941) e Emilia Kaczorowska (1884-1929): pais de Santo João Paulo II
     Karol Wojtyla nasceu em 1879. Era alfaiate, mas a partir de 1900 passou a servir como suboficial do exército austríaco, como tenente polonês. Entretanto, por motivo de saúde, precisou aposentar-se precocemente. Ele era um homem “honesto, leal, educado, modesto, reto, responsável generoso e infatigável”. Era também um eloquente orador.
     Emilia Kaczorowska nasceu em 26 de março de 1884. Sei pai era seleiro e sua mãe era dona de casa. Tinha oito irmãos. A família mudou-se para Cracóvia, quando Emília era ainda pequena e estava com a saúde debilitada. Com tenra idade, Emília perdeu quatro irmãos e também seus pais. Passou a morar com as irmãs da Misericórdia e lá fez o ensino elementar. Como precisava ganhar a vida, passou a trabalhar como costureira. Tinha uma saúde frágil, mas era muito bonita.
     Os dois jovens conheceram-se na Igreja de Cracóvia, onde frequentavam, e nesse ambiente iniciaram o namoro. Casaram-se em 10 de fevereiro de 1904, e mudaram-se para Wadovice. A vida do casal Wojtyla em Wadocive era serena. O salário de Karol não era muito, mas o suficiente para viverem. Com o trabalho de costureira Emília contribuía com as despesas da casa. Ela era boa administradora doméstica e gostava de se vestir bem, assim como a seus filhos.
     Em agosto de 1906, Emília deu à luz um menino, que se chamou Edmundo. Ele acarretou grande fragilidade à saúde, pelos outros partos que já tivera antes. Os médicos, por perigo de morte, aconselharam-na a não ter mais filhos. Contudo em 1914, Emília ficou grávida novamente. A gravidez era de risco e nasceu uma menina, que se chamou Olga e viveu poucas horas. A dificuldade na gravidez e a perda da menina marcaram Emília, tanto fisicamente como psicologicamente, tornando-a uma mulher que sofria muito, tanto nas costas (espinha dorsal), o que a impossibilitava de manter-se em pé, bem como pelas imprevistas tonturas, que a faziam perder a consciência.
     Quando estava em crise devia permanecer na cama por mais de cinco dias, e muitas vezes era transportada para Cracóvia para ser medicada, deixando ao marido as tarefas domésticas. Os médicos diziam que ela tinha os rins comprometidos e o coração doente. Por isso deveria ter uma vida mais de repouso, sem muitas atividades e não devia pensar em outra gravidez. Mas ao fim de 1919, com 35 anos, ela ficou grávida de um menino.
     Os médicos consideraram a gravidez de alto risco para ela e para a criança. Deveria abortar. Mas Emília era uma mulher de fé e com grande simplicidade apegou-se a Deus, disposta a morrer pela criança. Os nove meses de gestação complicaram a saúde de Emília. O parto, no dia 18 de maio de 1920 foi extremamente difícil. O menino, porém, nasceu com saúde, e o pai lhe deu o nome de Karol. A partir do nascimento do menino Karol, a saúde de Emília ficou cada vez mais precária, e ela cada vez menos permanecia em pé. Sacrificava-se em silêncio com os afazeres domésticos e os cuidados com os filhos. No inverno de 1928, as condições de saúde de Emília agravaram-se, o pequeno Karol, com oito anos, começou apresentar terror em perder a mãe. No dia 13 de abril de 1929, na escola, sente que algo aconteceu de grave com a mãe e começar a chorar. De fato, a senhora Emília tinha morrido, depois de enviar o filho a escola.
PARTILHAR
     1. Quais são as práticas de espiritualidade na sua família, que mais parecem com as de Jesus Cristo?
     2. A espiritualidade cristã desenvolve-se pela mística, oração, celebração e amor fraterno. O que poderia ser mais exercitado na sua família?
ORAÇÃO
Senhor, que nenhuma família comece em qualquer de repente. Que nenhuma família termine por falta de amor. Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente. E que nada no mundo separe um casal sonhador! Abençoa Senhor a família, Amém! Abençoa, Senhor, a minha também!

ORAÇÃO INICIAL E FINAL - HF 2014



Oração inicial
A – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T – Amém.
Homens – Vinde Espírito Criador com seus sete dons iluminar este encontro.
T – Vem Espírito Santificador da família.
MulheresVem, Espírito Criador, visite as nossas famílias, enche-nos com a graça do céu os corações que criaste.
T – Vinde Espírito Santo e enchei os corações de Vossos fiéis e acendei neles o ... 
A – Com nosso Papa Francisco rezemos pela família.
A – Jesus, Maria e José, a Vós, Sagrada Família de Nazaré, hoje, dirigimos o olhar com admiração e confiança; em Vós contemplamos a beleza da comunhão no amor verdadeiro; a Vós confiamos todas as nossas famílias, para que se renovem nelas maravilhas da graça.
T – Senhor ajuda-nos a dizer sempre em nossa casa: posso, obrigado, e perdão.
A – Sagrada Família de Nazaré, escola atraente do santo Evangelho: ensina-nos a imitar as Tuas virtudes com uma sábia disciplina espiritual, doa-nos o olhar claro que sabe reconhecer a obra da providência nas realidades cotidianas da vida.
T – Senhor, ajuda-nos a dizer sempre em nossa casa: com licença, obrigado, desculpa.
A – Sagrada Família de Nazaré, guardiã fiel do mistério da salvação, faz renascer em nós a estima pelo silêncio, torna as nossas famílias cenáculo de oração e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas, renova o desejo de santidade, sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação, da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.
T – Senhor ajuda-nos a dizer sempre em nossa casa: posso, obrigado e perdão.
A – Sagrada Família de Nazaré desperta, na nossa sociedade, a consciência do caráter sagrado e inviolável da família, um bem inestimável e insubstituível. Que cada família seja morada acolhedora de bondade, para quem está doente e sozinho, para quem é pobre e necessitado.
T – Senhor ajuda-nos a dizer sempre em nossa casa: com licença, obrigado, desculpa.
A – Jesus, Maria e José, a Vós com confiança, rezamos e com alegria nos confiamos.
T – Amém.
Oração final
A – Vamos terminar o nosso encontro respondendo aos apelos do nossa Papa Francisco, rezando:
Coro 1 – Nossa Senhora e São José, a verdadeira alegria que se experimenta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis. A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estarmos juntos, de nos apoiarmos uns aos outros no caminho da vida.
T – Queremos formar uma família cristã alegre e feliz. Sagrada Família, vinde em nosso auxílio.
Coro 2Sagrado Casal, na base do sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, cheio de respeito por todos.
T – Que nossa casa seja lugar de acolhimento, misericórdia e respeito. Sagrada família, vinde em nosso auxílio.
Coro 1 – Modelo de vida conjugal cristã ajuda-nos a ter, acima de tudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, na família, a ter este amor paciente, um com o outro; ter paciência entre nós.
T – A paciência tudo conquista. Desejamos que o amor paciente seja um exercício diário em nosso lar. Sagrada Família, vinde em nosso auxílio.
Coro 2A exemplo de pais santos, sabemos que só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalece o individualismo, se apaga a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.
T – Evitando a prática do individualismo e relativismo na busca cotidiana do amor e comunhão, queremos, com alegria cristã, testemunhar, em família, Jesus Cristo. Sagrada Família, vinde em nosso auxílio, ajuda-nos a viver sempre com fé e simplicidade, para que de fato, a alegria e a paz do Senhor estejam sempre na nossa família!
A – Unidos com fé, esperança e caridade, de mãos dadas, como família de Deus, rezemos o Pai Nosso.
A – Cantando (rezando) consagremos a nossa vida e família à Virgem Maria.
A – Que Deus nos abençoe e às nossas famílias, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T – Amém!